
Um relógio DMP não é escolhido. Ele é construído — e, antes disso, compreendido. O processo começa com uma conversa que não busca preferências estéticas, mas intenção. Não perguntamos “como você quer que ele seja”. Perguntamos por que ele precisa existir. Um relógio DMP nasce quando há sentido suficiente para justificar sua existência como peça única. Não há prazos fixos, catálogos, modelos base ou opções de vitrine. O tempo do processo não é um obstáculo; ele é parte da obra. A pressa é incompatível com a ideia de permanência.

A escolha do movimento nunca é hierárquica. Ela é conceitual.
A DMP utiliza movimentos japoneses e suíços porque cada um carrega uma filosofia distinta. Movimentos japoneses são escolhidos quando o projeto exige robustez, simplicidade funcional e uma relação direta com o uso cotidiano. Eles representam precisão silenciosa, engenharia honesta e confiabilidade. Movimentos suíços são utilizados quando o contexto da peça pede tradição mecânica, acabamento refinado e uma leitura mais contemplativa do tempo. Não como símbolo de status, mas como herança técnica. O movimento não define o valor do relógio.
Ele sustenta a coerência da ideia.

Cada dial é desenhado do zero. Não há reaproveitamento, variações ou adaptações posteriores. Tipografia, textura, gravação e proporção são decisões finais. Uma vez definidas, não são revistas. O mesmo se aplica à caixa e à pulseira. Elas não são acessórios intercambiáveis, mas partes estruturais da obra. A caixa define presença e postura. A pulseira define contato, uso e intimidade. Nada é escolhido por conveniência ou tendência.
Por esse motivo, mudanças não são aceitas após a definição do projeto. Alterar uma decisão comprometeria a integridade do todo. Um relógio DMP não é um conjunto de escolhas ajustáveis — é uma composição fechada..

A DMP é única porque não tenta ser flexível. Não busca agradar. Não se adapta ao gosto momentâneo. Cada relógio existe dentro de um sistema fechado de decisões técnicas, estéticas e conceituais. Ele não pode ser replicado, atualizado ou reinterpretado. Ele nasce completo ou não nasce.
Nem todos os pedidos são aceitos porque nem toda intenção é compatível com esse nível de rigidez.

Um relógio DMP não acompanha o tempo.
Quando o processo termina, a peça deixa de pertencer ao projeto e passa a existir por conta própria — única, irrepetível e definitiva.
Isso é o que torna a DMP possível.
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